Homem negro é abordado por policiais por estar ‘roubando’ loja… que é dele

Viktor Stevenson, morador de São Francisco, na Califórnia, Estados Unidos, tinha acabado de inaugurar seu quiosque de venda de refrescos e petiscos e resolveu abri-lo às 6h30 da manhã da última terça-feira para pegar limonada para um amigo. Depois de abrir a porta, estava ao telefone com a empresa que faz a segurança de seu novo negócio resolvendo problemas quando quatro policiais o abordaram.

“Eu não percebi que eles estava lá por minha causa. Perguntei a eles se tinha acionado o alarme de segurança sem querer, e disse que estava falando com a empresa de segurança no telefone”, disse Stevenson à Newsweek. Os policiais só perguntavam o que ele estava fazendo ali e pediam seus documentos. Mesmo depois dele pegar as chaves do quiosque e abrir e fechar a porta. “Às vezes as pessoas não são quem dizem que são”, teria dito o policial, segundo Stevenson.

Stevenson deu sua identidade e o policial começou a pesquisar sua ficha. Depois da busca em vão, disseram que estavam ali porque uma pessoa tinha ligado informando que um homem estava arrombando o quiosque. “É por isso que tenho um sistema de segurança e é por isso que respeito pessoas fazendo denúncias à polícia, mas não havia nada de suspeito em mim”, disse Stevenson ao site americano. “Só porque sou um homem negro com um grande casaco e uma corrente não significa que eu seja um criminoso. É uma estupidez que, em 2018, as pessoas ainda estejam julgando o livro pela capa.”

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Logo após à abordagem, Stevenson postou no Facebook a foto que está à direita acima, denunciando o que classificou – com toda razão – como um caso claro de racismo. “Essa coisa racista está fora de controle, mas não vai me parar!”, escreveu. O motivo da denúncia foi, ele diz, seu filho de nove meses de idade. “Por mais assustado que eu fique, espero que, ao falar a respeito, eu possa fazer deste mundo um lugar melhor para ele.”