Baleado no pé, rapaz salta de ambulância e vai pulando atrás de ônibus

A história contada pela Gazeta do Povo tem alguns mistérios que nunca serão resolvidos, e a gente precisa se acostumar com isso. Não se pode ter tudo, né? Mas o que temos já é mais do que o bastante para estar aqui. E o título já diz bastante sobre o que aconteceu na manhã do último dia 4 de julho, conhecida como manhã de ontem.

Tudo aconteceu em Curitiba, no Paraná. Onde mais? Um rapaz foi encontrado machucado por comerciantes entre o Bairro Alto e o Tarumã. Uma ambulância do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi imediatamente chamada para atendê-lo. O que havia acontecido?

Ele tinha levado um tiro no pé, que é uma expressão idiomática, mas neste caso foi literal. A vítima contou que encontrou um desafeto no Bairro Alto e, depois de discutir com ele, levou o tiro no pé esquerdo. Os policiais que chegaram primeiro ao local fizeram uma averiguação e não havia qualquer passagem na polícia contra o rapaz.

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A vítima recebeu os primeiros socorros e teve o pé enfaixado, mas fez questão de recusar qualquer tipo de atendimento depois disso. Tinha pressa. Quem teria pressa num caso desses? Nunca saberemos. Ele teve. Assinou um termo de recusa de atendimento (seria levado a um hospital, o procedimento normal) e saltou da ambulância, como mostra a imagem acima.

Com pressa, e saltando em um pé só, foi direto para o ponto de ônibus. Embarcou em direção ao Bairro Alto. Esperamos que tudo tenha ficado bem com ele. Com seu pé, com seu amigo, consigo mesmo.

Sugestão dos leitores Juliana Kalache e Marcos Donizete