Técnico da Espanha revela que assumirá time espanhol depois da Copa e é demitido

Ontem, fomos dormir com a Espanha como uma das seleções favoritas para a Copa do Mundo. Um time maduro, vencedor, o país da liga de futebol que mais ganha troféus nos últimos anos. Daí a gente acorda e… PUF! Um careca com cara de pouquíssimos amigos chamado Luis Rubiales, ex-jogador e presidente da federação espanhola, dá entrevista coletiva dizendo que o técnico da seleção, Julen Lopetegui, o técnico que resgatou a confiança da seleção, está fora do comando do time a dois dias da estreia.

Já imaginou o Tite sacado da seleção brasileira agorinha?

É óbvio que as circunstâncias são outras, e eu explico. Mas o efeito será provavelmente devastador. O motivo da demissão foi o acerto que Lopetegui fez com o Real Madrid para assumir o poderoso time de Cristiano Ronaldo depois da Copa da Rússia. E fez sem avisar a federação, por baixo dos panos, com ajuda de um dos líderes do elenco, Sergio Ramos, que joga no Real Madrid.

(Sergio Ramos, aliás, aquele mesmo que deu um golpe de judô na final da Champions League e lesionou Mohamed Salah, craque absoluto do Egito. O mesmo que foi acusado de dar uma cotovelada no goleiro do Liverpool, Loris Karius, o que provocou uma concussão e poderia explicar os dois erros bizarros que cometeu no jogo. Taí um cara que está tomando treta no café da manhã…)

Mas… calma. Volta pra cá.

Rubiales, o presidente da federação espanhola, disse que soube da contratação de seu técnico pelo Real Madrid cinco minutos antes do anúncio. Não admitiu e tomou a decisão mais drástica. O fato também pode ser explicado pelas circunstâncias. Existe a sensação de que o Real Madrid manda mais do que a própria federação espanhola no futebol do país, tamanho é o seu poder. E Rubiales, ex-jogador, acabou de assumir como renovador. Resolveu mostrar isso logo no primeiro tiro. Diante, é claro, de uma negociação totalmente obscura e cercada de desvios éticos.

Quem assume é o também ex-jogador Fernando Hierro, que era diretor esportivo da federação. Não se sabe o impacto que a decisão terá nos jogadores, já que o grupo é cheio de atletas do Real Madrid (inclusive Sergio Ramos, o acusado de tramar a contratação) e está dividido. Desejamos sorte à Espanha na recuperação deste baque político/administrativo? Desejamos. Que eles cheguem bem fortes na Copa do Mundo… do Qatar, em 2022.