Mulher tira selfie durante sequestro, manda para psicóloga e pede dicas para se acalmar

Olha… Talvez nunca possamos superar esta notícia. Já são mais de dois anos de site e não lembro de nada parecido com isto. Uma bibliotecária chamada Maria Anália da Conceição, de 60 anos, estava na Avenida Paulista, em São Paulo, quando foi rendida e dominada por uma mulher. A agressora colocou uma faca no pescoço de Maria Anália e dizia frases sem sentido, pedindo para que a vítima chamasse a imprensa.

Até aí… né? Isso a gente já viu.

O que a gente não esperava é que Maria Anália tirasse uma selfie durante seu sequestro. Tirou. E mandou para sua psicóloga, com quem teria consulta minutos depois. Avisou que não poderia comparecer à consulta e pediu dicas para se acalmar durante aquele episódio. “Avisei a minha psicóloga, na esperança que ela me mandasse uma mensagem para que eu ficasse mais calma”, disse ao jornal O Globo.

“Rolou mais de meia hora de conversa e negociação, até a mulher decidir soltar a vítima”, disse uma testemunha. “Logo depois ela (mulher que estava com a faca) abraçou o policial que estava fazendo a negociação e foi levada para a delegacia. Por isso, imagino que ela tinha algum problema mental.” Maria Anália prestou depoimento na 78º DP, nos Jardins, e fez exame de corpo de delito no IML.

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EDITMaria Anália nos procurou via Facebook para dar sua versão dos fatos, com mais detalhes: “Não foi sangue frio, só Deus sabe o que eu estava passando, foi desespero e tentativa de achar uma saída. Tentei avisar minha psicóloga, mas só conseguir escrever ‘estou refém na Paulista’. Ela achou que tinham roubado meu celular e estavam tentando aplicar um golpe nela. Por isso, sem pensar, tirei a selfie. Tentei guardar o celular várias vezes, mas ela me obrigava a pegá-lo novamente e ficar tentando ligar para a imprensa. Os próprios policiais me aconselharam, por sinais, a continuar a pesquisar ou fingir que estava pesquisando o número da Globo, preferência dela. E graças à excelente negociação dos policiais tudo saiu bem. Foi isso que aconteceu. Eu não estava me divertindo com um celular na mão, nem sou disso. Só a própria pessoa para saber o que se faz em um momento de estresse… Só eu sei o que passei e o que ainda estou passando.”

Nossa solidariedade a Maria Anália e nossos parabéns aos policiais que lidaram tão bem com a situação. Gostaríamos de citá-los por nome. Salvaram o dia.