Atleta usa bicicleta Barra Forte em competição de triatlo

Alguns heróis não usam capa. Talvez para não enrolar na roda de trás de suas Barra Forte, a bicicleta da Caloi que manteve seu nome original mas copiou o design clássico da Barra Circular, da concorrente Monark. São bikes sem marcha feitas para carga e trabalho pesado. E agora para triatlo. Oi? Pois é.

A Barra Forte do atleta amador Marcelo Artungui destacou-se sem muita dificuldade das magrelinhas de competição com metade do peso e trocentas marchas na prova Sesc Triathlon de Caiobá, realizada em Matinhos, no litoral do Paraná. Destacou-se no design, claro. No desempenho… Nem tanto.

Artungui defende seu uso: “Faço treinamentos de ciclismo com a Barra Forte. Acho que é uma bicicleta muito boa para provas no nível do mar, porque ela é pesada e pega embalo”, disse, segundo o Globo Esporte. “Quis mostrar que qualquer um pode fazer a prova com uma bike comum. Queria fazer uma homenagem aos 30 anos da prova do Sesc com uma bike de 30 anos.”

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Nem todo mundo achou divertido ver o modelo clássico do dia a dia usado em competição. Segundo a organização, Artungui competiu desclassificado, o que não poderia ter acontecido. A desclassificação ocorreu porque a bicicleta não obedeceria os critérios técnicos da prova. O atleta nega. “A bicicleta estava nas especificações. Então, para tirar a dúvida, mandei o email com as fotos da bike. Me responderam um dia antes, eu realmente não vi, mas estava em Matinhos”, afirmou.

Seu tempo não foi computado oficialmente, mas ele jura que fez a prova em 1h20, registro feito em um aplicativo de corridas. O que o colocaria entre os 40 melhores competidores de um total de 62 em sua categoria “Comerciários”.