Promotora agradece ‘profissionalismo’ de bandidos e diz que PM ia fazer ‘m….’ em assalto a banco

Um assalto a banco com reféns em Teresina, no Piauí, está ocupando o noticiário local, e não é à toa. Na manhã da última terça-feira, 19 de dezembro, bandidos entraram em uma agência do Banco do Nordeste atrás de dinheiro enquanto outra parte da quadrilha mantinha a família da tesoureira da agência como refém. Qualquer coisa errada com os bandidos na agência e a família seria morta, ameaçavam.

A polícia entrou em cena porque um dos clientes da agência desconfiou da movimentação anormal e ligou para o número da PM. Na fuga, os bandidos saíram de carro com a tesoureira e a polícia foi atrás em perseguição. Acabou perdendo o carro de vista, mas depois conseguiu prender um dos ladrões e recuperar R$ 700 mil.

Aí é que começa a confusão…

Parentes da tesoureira da agência alegam que a polícia colocou em risco a vida dos oito familiares feitos reféns. Como se não bastasse, R$ 300 mil dos R$ 700 mil recuperados sumiram no caminho até a delegacia. Segundo o Portal AZ, dois cabos da PM foram presos e o major Flávio Pessoa, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, foi afastado da função.

E não acaba aí!

A promotora Cláudia Portela, do Ministério Público do Piauí, parente da tesoureira feita refém, fez um desabafo polêmico no grupo de WhatsApp “Criminalistas do Piauí”: “No meu último dia de MPE-PI oito membros da minha família foram feitos reféns (…). Graças a Deus tudo saiu bem. Eram profissionais, apenas um preso, que, imagino, deve ser apresentado aí na Custódia (…). Se possível peço ao Defensor Público presente, que diga a ele [bandido] que a família está agradecida por tudo ter saído bem e pela forma profissional como agiram. Se não fosse isso, a polícia teria feito uma m….. [edição do Surrealista ao palavrão], permissa venia, maior do que a que fizeram. Desculpem-me por eventuais falhas, nenhuma intencional. Obrigado a todos pela convivência (…)”