Executivos da Odebrecht mascavam chicletes de Viagra antes de certas ‘reuniões’, afirma ex-funcionário

Escândalo de corrupção que se preze precisa de detalhes picantes para estimular a imaginação dos afetados pelos desmandos do poder. E os escândalos brasileiros estão sempre cheios deles. Quem é mais velho se lembra bem da entrevista que o irmão do ex-presidente Fernando Collor, Pedro Collor, deu à revista Veja sobre a rotina do poder em Brasília. E lá se vão 25 anos da publicação…

Tudo indica que o atual escândalo político, revelado pela operação Lava Jato, ainda pode nos brindar com muitos detalhes picantes. A coluna de Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo publica hoje que o advogado Rodrigo Tacla Duran, que trabalhou para a empreiteira Odebrecht entre 2011 e 2016, pretende lançar um livro sobre os bastidores da corrupção na empresa. Segundo ele, os ex-executivos acusados de desviar dinheiro via departamento de propinas tinham o estranho hábito de mascar chicletes de Viagra antes do que a coluna chama de “certas ‘reuniões'”.

Não sabíamos da existência de chicletes de Viagra. Talvez se compare à antiga lenda urbana do consumo de cocaína via supositório, nunca provada. E também não sabemos o “teor” dessas “reuniões”. Mas nossa curiosidade mórbida já está completamente à serviço do ex-operador falastrão. Conte-nos mais, Tacla Duran… Por favor. O advogado já teve prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro mas escapou da cadeia por estar na Espanha e ter cidadania espanhola. O livro é prometido para o mês de outubro.