Delegado deixa de prender procurado da Justiça para ir a churrasco com ele

Douglas Borguez, delegado da Polícia Civil em Peruíbe, litoral de São Paulo alegou em um dos casos que investiga que não havia conseguido encontrar o suspeito, sob quem recaía um mandado de prisão. Chegou a dizer que procurara em diversos endereços, sem sucesso. Acontece, né?

Acontece, mas não foi o que aconteceu. Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça mostram que não só o delegado sabia onde estava o suspeito como marcou um churrasco com ele. Uma tocaia? Não. Só uma carninha na brasa mesmo. Que delícia.

Esse foi apenas um dos casos surreais sobre Douglas Borguez investigados pelo Ministério Público. O delegado acabou afastado de suas funções, informa o G1. “Constatamos que ele deixava de dar andamento a alguns casos, justamente por solicitação de amigos”, disse o promotor do caso, Thiago Alcocer Marin.

O MP quer mais que o afastamento. Pede à Justiça a suspensão dos direitos políticos por cinco anos, pagamento de multa de R$ 1 milhão e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios. O advogado de Borguez considerou a decisão prematura e tenta revertê-la.

Sugestão dos leitores Ronald Valente e Estefani Lino