Escola gasta R$ 50 mil com elevador que leva a lugar nenhum

Ê, Brasil…! Senta aí, vem ouvir mais essa. No começo do ano passado, a promotora Elizabeth Maria Almeida de Oliveira, do Ministério Público do Ceará, recebeu a denúncia de que a escola municipal Denizard Macedo, no bairro Quintino Cunha, em Fortaleza, tinha um elevador que “não tinha chão”. Mas… Como assim? Elizabeth também não entendeu, e teve que ver para crer.

“Eu não havia conseguido compreender a denúncia do cidadão, então eu fui à escola. Foi quando constatei esse absurdo. Mesmo o espaço já possuindo rampa de acessibilidade, foi construído um elevador que não leva a lugar algum e que custou aos cofres públicos mais de R$ 50 mil, além de um valor que é pago periodicamente para manutenção do equipamento”, afirmou ao G1.

No projeto inicial, havia também a necessidade de construir uma passarela metálica entre os andares, que daria acesso ao segundo andar da escola pelo elevador. Mas este pequeno detalhe, que torna todo o resto da obra inútil, foi esquecido. “É garantido que o Ministério Público vai apurar as responsabilidades pelo ocorrido e já estamos requerendo à Prefeitura de Fortaleza mais detalhes sobre o caso.” Em nota ao G1, a Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza garantiu que as obras da passarela começam na próxima segunda-feira, dia 16 de janeiro, e têm prazo de conclusão de 60 dias.