Dicionário americano elege ‘Surreal’ como a Palavra do Ano de 2016

No começo de 2016, os Três Cavaleiros e Uma Amazona do Apocalipse que comandam o destino de nosso co-irmão Sensacionalista perceberam que a coisa estava ficando feia demais com a realidade, a ponto de concorrer com o humor das notícias falsas. Assim nasceu o Surrealista, para dar conta desta realidade. Não à toa, agora no fim do ano, o dicionário americano Merriam-Webster, “pai dos burros” da língua inglesa desde 1828, elegeu “Surreal” como a Palavra do Ano de 2016. A gente já sabia?

Não é bem assim. É impossível definir como previsíveis atentados terroristas como os de Bruxelas, na Bélgica (março) e Nice, na França (julho), tentativas de golpe sangrentas como a da Turquia (julho) e a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Estes foram os picos de procura pela palavra “Surreal”, segundo o post que explicou a escolha, definida pelo Merriam-Webster como “Marcado pela intensa realidade irracional de um sonho”, em tradução livre. E nem foram computadas as buscas pelo atentado em Berlim, na Alemanha, e o massacre de Aleppo, no Iraque, chagas históricas registradas agora em dezembro.

A investida em direção ao surreal está, infelizmente, a toda velocidade.