Vegetariana morre ao subir o Monte Everest para provar que ‘veganos não são fracos’

A professora australiana Maria Strydom, de 34 anos, era uma ativista do vegetarianismo. Uma das missões de sua vida era escalar com o marido os picos mais altos do mundo para provar que os clichês sobre a fraqueza dos vegetarianos eram bobagem. Em seu blog no site da universidade Monash, onde lecionava, ela escreveu: “As pessoas têm essa ideia distorcida de que os vegetarianos são desnutridos e fracos. Ao subir os sete cumes, queremos provar que os veganos podem fazer qualquer coisa.” Ela e o marido tinham subido picos como o Aconcágua, na Argentina, o Ararat, na Turquia, o Kilimanjaro, na África, e o Denali, no Alasca, coisa que pouquíssimos carnívoros conseguiram fazer. Na semana passada eles tentaram subir o pico mais alto do planeta, o Monte Everest, com 8.848 metros de altura, localizado na fronteira entre a China e o Nepal.

Maria Strydom começou a passar mal na descida e, segundo o The New York Times, não resistiu e morreu em decorrência de complicações respiratórias. Seu marido, Robert Gropel, também passou mal e foi internado, mas vai sobreviver. O corpo de Maria foi encontrado no último sábado. “Ela estava cansada e sua energia caiu. Não havia oxigênio suficiente para ela quando estava numa altitude de 7,8 mil metros”, afirmou Furtengi Sherpa, gestor operacional da empresa Seve Summit Treks, que levou o casal. Foi a quarta morte de alpinistas em quatro dias, informam as autoridades locais.