Suplente de novo ministro na Câmara está preso por estupro e cárcere privado

Osmar Bertoldi, do DEM do Paraná, já poderia assumir a cadeira do deputado federal Ricardo Barros na Câmara, já que Barros foi nomeado ministro da Saúde pelo novo presidente Michel Temer e Bertoldi é seu primeiro suplente. Poderia, não fosse o fato de Bertoldi estar preso desde fevereiro por crimes como estupro, agressão e cárcere privado, todos cometidos contra a ex-noiva. Ele chegou a pedir um habeas corpus na última terça-feira, mas o pedido foi negado pela Justiça do Paraná.

Segundo o jornal Extra, a ex-noiva de Bertoldi fez uma série de denúncias ao Ministério Público paranaense, incluindo a que ele teria oferecido dinheiro para que ela não contasse nada. Ela afirma que as agressões ocorreram porque ela quis terminar com ele. Bertoldi foi preso no último dia 24 de fevereiro. Em seu Facebook, apareceu em fotos nos protestos a favor do impeachment e ao lado do senador Aécio Neves e do juiz Sérgio Moro. Segundo o presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado José Carlos Araujo, ele poderia tomar posse se estivesse em liberdade. “Se ele não comparecer e responder, assume o segundo suplente”, afirmou Araujo ao jornal. O segundo suplente é o professor Sérgio de Oliveira, também do DEM.