Prefeitura contrata exército de bodes contra ervas daninhas mas eles comem tudo o que veem pela frente

Um “gênio” da prefeitura de Salem, capital do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, resolveu recrutar um exército de 75 bodes e cabras para resolver um problema que há muito tempo dava dor de cabeça: ervas daninhas, como tipos específicos de hera e amoras, estavam acabando com a vegetação nativa do parque municipal Minto-Brown Island Park. A intenção era que os bodes, soltos entre outubro e novembro de 2015, comessem as ervas daninhas. A operação custou aos cofres municipais cerca de 21 mil dólares, ou quase 85 mil reais. Mas faltou perguntar aos bodes qual era seu prato preferido.

Quatro meses depois, o “gênio” responsável pela iniciativa fez um relatório endereçado à prefeitura com os resultados. No “resumo das descobertas” ele afirma que, sim, os bodes comeram as heras das árvores e do chão. Sobre as amoreiras, eles comeram as folhas, mas deixaram os caules, que foram removidos depois por “um grupo de detentos supervisionados pela equipe da prefeitura”. A melhor parte, porém, é a conclusão brilhante do terceiro item do relatório: “Os bodes não foram seletivos no que comeram, devorando plantas nativas junto com as invasivas”.

No fim das contas, eles acabaram descobrindo que os bodes tinham, sim, seus pratos preferidos. Diz o quarto item do relatório: “Os bodes foram atraídos para as cascas de certas árvores, principalmente maples e avelãs, e danificaram-nas.”

A ideia “genial” acabou trazendo outro inesperado efeito colateral. Eles descobriram que – vejam só – os bodes fedem. “Os bodes foram de forma geral bem aceitos pelos usuários do parque como uma agradável e pastoral adição à paisagem.”, diz o relatório. “A área, porém, tinha um aroma de curral quando os bodes estavam presentes.”

Mark Becktel, gerente de obras públicas da prefeitura de Salem, disse ao jornal local Statesman Journal que os bodes seguem como alternativa, mas agora com rédeas curtas. “Deixamos claro na reunião do conselho que não vamos dizer que nunca usaremos bodes novamente. Consideramos eles uma importante ferramenta.”, disse Becktel. “Mas tão cedo vocês vão ver uma grande quantidade deles pastando felizes no nosso sistema de parques.”